terça-feira, 17 de setembro de 2019

Analogia.

 Há um quarto debaixo da escada. 
 A porta sempre tenta, a qualquer custo, fechar-se e encerrar o quarto em trevas, no breu. 
 O que há no quarto não importa, a não ser pelo fato de que estou permanentemente presa à porta dele, sem sair e sem entrar totalmente, com a maldita porta sempre batendo em minhas costas e me deixando no escuro absoluto.
 Trevas sempre, penumbra as vezes.
 E um cansaço enorme de não poder sair.
 Um medo irresoluto, indeciso de entrar quarto a dentro, mesmo sabendo (ou não) o que me espera.
 Correr? Quiçá.
 As pernas estão presas, como em sonhos em que não dá pra sair.
 Mas também não dá pra acordar.
 É preciso uma solução.
 E estou em vias de um colapso.

sábado, 7 de setembro de 2019

Fade to Black.

 Essa é a dor que sinto. A dor de existir, de viver, de não saber como viver... COMO se vive? Ninguém nunca me ensinou, nem me disse o que eu deveria fazer e agora eu me sinto perdida e com o tempo, que já era escasso, tiquetaqueando na minha mente a todo instante. Mas... Ninguém ensina ninguém a viver.
 Vou tentar voltar a escrever aqui porque me ajudava a abstrair bastante. E nesses tempos em que nada me tira essa agonia de tanta vida e nenhuma utilidade ou utilização, posso dizer oficialmente que essa é my last stand.

 E eu vou dançar no ar mesmo sem saber dançar.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Divagações sobre a frase mais (e menos) dita no mundo.

É engraçado pensar em palavras. Tantas vezes, tantas delas... E na maioria do tempo as usamos por não saber outra forma de comunicar ou de mostrar o que se sente ou pensa.
Palavras são efêmeras quando a gente sente. Quando o coração se enche e a gente PRECISA de algo pra demonstrar, a primeira reação são as palavras. E eu vou te contar uma coisa agora.

Há um tempo eu sentia que precisava te dizer uma coisa em especial... Mas o que poderia ser especial quando as palavras são tão sem sentido? Quando se passa horas conversando? Quais são as palavras que nunca são ditas? Não sei. Mas eu precisava dizer algo que achei que não seria capaz de dizer novamente... Principalmente com tanta facilidade ou intensidade. 

Eu as segurei - as palavras -, eu as segurei firme por algum tempo... E muitas vezes eu as escrevi e as apaguei. E pensei nelas. E as sussurrei pro meu silêncio apreciar. E as disse alto pros meus ouvidos  ouvirem e se deleitarem, e pra minha boca saborear o gosto, afinal, apesar de serem só palavras, elas são bonitas e raras... Principalmente quando são a verdade e nada mais do que a verdade.
Eu as segurei por esse tempo que me pareceu interminável por vários motivos: "é cedo demais", "é tarde demais", "tenho medo demais", "e se..."

Mas depois de um tempo o peso das palavras aparece, e elas ficam na espreita, esperando o momento certo para serem expostas, lindas, nuas... Mesmo num sussurro ou num grito a plenos pulmões. Há prazer. Há dor. Há medo. Mas não houve expectativa de uma réplica positiva. Parece estranho, né? Mas é mesmo! Tudo que envolve eu e ela é completamente estranho e diferente pra mim. E olha, é surpreendentemente BOM.

A sensação de peso das palavras aumenta. É quase impossível não soltá-las no meio de uma frase. E todos os dias antes de dormir eu sorrio e penso nessas palavras... O peso é insuportável! Como prosseguir? Algo precisa ser feito... E então eu as solto. É um alívio! Eu quase as cuspo na sua cara. Eu preciso te falar, preciso que você saiba da minha certeza. Não te peço nada em troca. Só preciso que você compreenda o que elas significam.

Joguei o peso em cima da mesa, o peso das palavras... Te atirei como se fosse uma praga. Digo até que cuspi na tua cara:


- Eu amo você.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Cacofonia De Memórias.

 Você pediu que eu me fosse e, embora eu não quisesse... Eu fui.

 Não consigo encontrar nas matizes e nuances das lembranças todos os meus erros. Eu penso, penso e penso e não consigo ver qual foi o erro grave em mim - ou em você -, que nos afastou assim.

 Todo mundo que me conhece sabe como sempre fui falha em achar palavras boas o suficiente para explicar o que tínhamos, o que tu significava (e significa? Ainda?) na minha vida. Todo mundo que me conhece um pouquinho conseguia ver nos meus olhos o quanto eu estava feliz... Só para depois prestigiar a queda vertiginosa que se fez na minha vida com a tua ausência.

 Ah, a tua ausência... Ela me causou o caos, como já diz a música. E ainda me causa, quando vejo que já não tenho para onde correr com todas essas lembranças. Tu levou tudo de mim, inconsciente ou conscientemente. Talvez você sinta muito, mas não mais do que eu.

 A gente sempre pensa que a última briguinha boba é só mais uma, e que tudo ficará bem depois de alguns minutos, talvez horas. Mas não é assim. Nunca é assim. 

 Você sabe que eu tentei conversar, te convencer de que sua decisão estava sendo precipitada, mas você não quis me ouvir... Talvez você nunca tenha me ouvido... Nunca tenha me ouvido dizer o quanto era importante para mim, o quanto eu te amava (e amo?), o quanto eu tinha certeza de que você era a pessoa certa (será?). A única. Mas não houve conversa, só um monólogo triste e desconexo entre lágrimas, soluços, risadas nervosas e gracejos. Bem, você me conhece.

 O que eu queria te dizer, o que eu preciso que você saiba é que quando me mandou embora, eu fui, mas um grande pedaço de mim ficou aí na tua cama, no lado que eu julgava ser MEU da TUA cama, da TUA vida, do TEU coração (enganos, talvez?). Meu coração ficou aí contigo, mesmo que você não o queira (como já vem demonstrando desde então). A única coisa que me sobrou aqui foram cacos de mim mesma, a cacofonia distorcida das memórias que carrego comigo e uma porção de outras coisas... Mas ainda tenho em mim teus sorrisos, tua risada e tua voz me perguntando p'ra onde é que estavam indo os aviões que cortavam o espaço aéreo da tua casa, para em seguida, cortar o da minha. Nem tudo são rosas, nem tudo é espinho.

 Espero mesmo que você não leia isso. E se ler, pare por aqui.

 Eu ainda te espero, eu ainda te amo, e estou dizendo isso aqui, porque não achei um outro lugar no qual eu pudesse expressar todo esse turbilhão de coisas, memórias e momentos que se passam pela minha cabeça com a velocidade da luz. Eu espero você voltar, eu estou sempre esperando, indubitável e incansavelmente a tua volta. Sempre que chega uma mensagem, eu espero que seja você. Sempre que alguém me liga, eu desejo que seja você... Algumas vezes meu eu diz para mim mesma que é em vão, que já passou, outras, no entanto, me diz para continuar esperando porque a hora vai chegar. Eu só não sei em qual das megeras acreditar. A única certeza da minha vida é que eu te amo, e que você é aquele tipo de pessoa que só aparece na nossa vida uma única vez.


 Eu sinto muito, mas você ainda é o meu primeiro e meu último pensamento do dia.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Nobody Cares No One.

 Chore, bata o pé, resmungue e derrube os céus... Mas você NUNCA será suficiente. 


Você pode ser a pessoa mais bondosa, carinhosa, caridosa, legal, incrível e especial do mundo... Mas nunca será o suficiente. Sabe porquê? Porque as pessoas te usam para seus próprios fins e depois te descartam, como uma embalagem vazia de supermercado. É comum, é normal... E se não aconteceu com você ainda, prepare-se, porque vai acontecer.


Bom, não tenho mais nada a dizer, apenas aprenda que tua felicidade depende apenas de ti, viva para si mesmo, se ame mais, sofra menos, sorria e VIVA plenamente teu tempo restante... Ninguém sabe o que sente o Sol, quando se põe.









PS: Dar conselhos é muito fácil, difícil mesmo é segui-los.
PS do PS: Sim, eu sou amarga e mal amada... Então me poupe.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

VISÃO GERAL: idas, voltas, nostalgia e tempo.

 Estou sempre indo e voltando deste lugar no qual me sinto confortável para falar das coisas que raramente falo para alguém... Voltei, mas não sei quanto tempo mais vou ficar. Pode ser um minuto, talvez dez... Talvez um ano. Eu não sei. E isso me fascina.

Eu aqui, ouvindo uma canção em especial, e me arrebata aquela nostalgia de começo de vida, por volta do começo do novo século... As coisas eram tão mais divertidas, mais fáceis... A vida era um deleite. Um doce deleite (ou de leite?). Eu realmente sinto falta de não ter que fazer nada que eu não quisesse... Uma pessoa me disse uma vez, que eu não era obrigada a fazer o que eu não quisesse, mas essa pessoa mentiu. Não só nesse aspecto, mas acredito que a porra toda seja uma grande mentira.

 Presa numa jaula, o tempo nunca retrocede... Só caminhando p'ra frente, rumo ao nada, ao desconhecido... rumo a sepultura. Eu realmente sinto falta de quando não precisava me preocupar com nada, ou pelo menos me preocupar MENOS do que me preocupo agora. E tenho a plena certeza de consciência que, daqui talvez uns cinco anos, eu tenha a mesma saudade dos tempos de hoje. O tempo nunca volta.

Por mais pessoas a sua volta, você sempre estará sozinho. Há sempre um segredo que você não conta a ninguém, uma ovelha desgarrada do rebanho... Um olho maior que outro. E, meu caro leitor, o tempo nunca volta.

Por esse e outros motivos tantos, eu desisto, peço perdão e despeço... E por fim, me despeço. Tente entender que não faço por mal, eu não sei qual foi o papel que assinei, mas assinei. Eu não sei onde ficaram as chaves, se eu realmente as trouxe... Eu só sei que insatisfação é meu nome pessoal, e até agora não sei o que me motiva a levantar da cama às 5h da manhã. Eu preciso que você saiba uma coisa, urgentemente. Eu preciso que você entenda.

O TEMPO NUNCA RETROCEDE.

domingo, 8 de junho de 2014

Acostume-se... Você nunca será suficiente.

 Por mais que você faça... Nunca, nunca, nunca será o suficiente. E isso me mata.

Depois de um tempo que pareceu e me custou um século, eu voltei... talvez para ficar, talvez para perecer diante dos olhos juvenis, mas experientes de vocês... Tanto faz (E já faz um tempo que tudo para mim tanto faz).

É engraçado como as pessoas colocam as coisas, né? Como se você fosse um supervilão... Daqueles mais perigosos, aqueles da camisa de força com eletrochoque. De alguma forma eles tem razão... Mas não em tudo.

Eu devo ter uma puta de umas costas largas, que já é para carregar o peso dos erros do mundo inteiro... ás vezes eu me sinto como Jesus. Sim, Jesus... o Messias... o cara da bíblia... aquele que salvou a humanidade e seus pecados e blá blá blá.

A culpa das coisas é sempre minha. Eu sou a causa, o motivo, a razão... Eu sou a deixa... Eu sou o inimigo. (e não é megalomania não... Nem egocentrismo... de forma alguma).

Mais uma vez eu sinto que vou explodir... E dessa vez existem agravantes dessa situação.


   Já faz algum tempo que eu não sei o que é felicidade plena.


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Medíocres, Cretinas e Falsas: As Pessoas.

 As pessoas... Ah, as MALDITAS pessoas, não é mesmo? Medíocres, mentirosas, cretinas, safadas, irônicas, falsas e etc... A mesma pessoa à quem você estende a mão é aquela que te vai cortar o pescoço sem dó ou piedade enquanto você dorme... Pois é, é um fato isso. E não é por causa da tal da Lei da sobrevivência, não. É porque a pessoa é ruim de nascença, mesmo. Ela gosta de ser ruim, ela quer ser ruim e então ela é ruim.

Eu fico aqui me perguntando o que passa na cabeça desses seres, porque sinceramente NÃO DÁ. É muita mediocridade, podridão pra uma pessoa só... As pessoas são capazes de tudo e qualquer coisa pra conseguir o minimo de atenção. É triste, é uma pena... Porque (in)felizmente ninguém é obrigado fazer algo que não quer. E pelo que eu saiba, não tem ninguém aqui apontando uma arma na cabeça de outrem, certo?

 Eu me encanto com a forma e a facilidade com que as pessoas mentem e fingem... Porque é uma coisa que eu não faço muito bem, mas agora (e só agora) eu consigo entender e ver que algo está errado pelos olhos das pessoas. Afinal, quem não te deve, te olha nos olhos, não é mesmo? 

 De qualquer forma... Gostaria de deixar bem claro que, a partir do momento em que você abre a boca (em qualquer lugar, em qualquer circunstância, pra qualquer pessoa) sobre mim, eu tenho o direito de saber (e com toda a certeza que eu posso dar, eu VOU saber). Não é uma ameaça, é uma realidade. Então... Se você tem algo sobre mim à falar, diga pra mim. Não perca seu tempo com conversas paralelas.






PS: Olha só quem voltou, não é mesmo? Bom, eu sempre soube que não me aposentaria deste meu inferno particular (se é que posso chamar assim), mas tudo bem... É esse o intuito.

PS do PS: Não, como podem ver... Eu não morri. (ainda).

domingo, 3 de março de 2013

Cansei.

 Que o mundo todo se foda, porque eu não me importo!

 E sabe por que não me importo? Porque ninguém se importa. Então se você não se importa, por que eu me importaria? Foda-se você, foda-se o mundo. Tô cansada.
 As pessoas só querem cobrar e cobrar as coisas de mim, mas ninguém vê meus esforços... Ninguém entende a alma perturbada que sou. SIM, é isso que sou. Além de ser uma alma perturbada, sou um peso na vida das pessoas... Então pra quê me levar assim?

"Ah, mas você é muito revoltada"
VÁ TOMAR NO SEU CU, CARALHO... NÃO TÔ TE PEDINDO NADA. NÃO DEPENDO DE VOCÊ PRA NADA. ALIÁS, MUITO PELO CONTRÁRIO. ENTÃO VÁ SE FODER. PORRA!

 Olha, eu tento ser uma pessoa legal à medida do possível, mas tem gente que não merece nem uma cuspida minha. Sabe por que? Porque gosta de mim como uma propaganda, um troféu, um exemplo. E nem Deus sabe o quanto eu odeio esse tipo de coisa. Eles também sabem, mas fingem não saber, fingem não ver o quanto estou mal por dentro e por fora, eles só sabem fingir. Eles pensam tanto em si próprios que acabaram esquecendo das minhas necessidades, dos meus problemas... De mim. Sempre foi assim, e só agora eu percebo que isso NUNCA, JAMAIS irá mudar. Então pra quê eu irei mudar?

 Não é pretensão, não é questão de querer chamar a atenção (até porque passei dessa fase) e nem querer me dar ao luxo de fazer cu doce... É só porque tô cansada de ser julgada de acordo com os erros dos outros, de não ter o meu espaço e de ser uma completa estranha para com as pessoas com quem eu convivo há quase 18 anos.
 Cara, as pessoas "da rua", que nunca moraram comigo, nunca dividiram mais do que horas, senão dias comigo me conhecem, me dão mais respeito e consideração do que minha própria gente. Então pra quê? Me explica: pra quê isso?

 Eu não entendo e JAMAIS entenderei o porquê de tais comportamentos para comigo. Eu acho que não sou a pior pessoa do mundo, acho e devo estar certa... Mas só um fato está comprovado até o presente momento:

 - EU CANSEI DE SER A VILÃ DESSA PORRA !

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Vida, a embarcação que não volta.

 É inevitável pensar na vida como uma embarcação. Uma embarcação que nunca volta atrás, que sempre segue em frente apesar de tudo e qualquer coisa. Uma embarcação que, se não segue em frente, se perde no mar do tempo... Pra nunca mais (?) ser encontrada.
 Tudo é tão relativo e realmente passageiro. É triste e lastimoso... É cruel.
 Eu me sinto lesada por não saber o que a vida quer de mim, qual é o meu papel nessa porra de mundo deteriorado, só um resquício sujo e mal acabado do que já foi.
 É aparentemente desesperador saber que TUDO, absolutamente TUDO tem um fim, e, como diz o poeta: "Nada será como antes/Nada será como está".
Então tudo é uma perda de tempo? Nada vale a pena? Eu costumava me esforçar pra acreditar, fervorosamente eu me esforçava... Mas até nisso eu falhei. Veja só onde estou: Wasteland... Num tempo que jamais voltará. Jamais.
 Embaraçoso abrir os parênteses dos meus pensamentos... Que já não são só meus, são nossos. 



A praga foi lançada e devidamente compartilhada.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

No Limite Do Limite.

 Estou no meu limite. E acho que nunca estive tão no limite como estou agora... Insuportável, mal aguento a mim mesma e aos meus pensamentos! Tudo que eu quero é ser esquecida e posta de lado como sempre fui por mim mesma... 
 O novo me assusta e eu não quero viver assustada. 
 Pelo amor de Deus! O que há comigo mesma? Me deixe em paz! Estou mortalmente doente e ferida... E não é uma dor comum, não é uma dor passageira... Porque tudo isso é dentro, lá dentro. Minha alma está moribunda, e eu não acho a maldita cura p'ra todo esse mal humor. O pior de tudo é ter que fingir e rir das malditas piadas sem graça alguma, fingir um grau inexistente de interesse por assuntos que não me apetecem de nenhuma forma, forjar um sorriso amarelo e dizer: "estou bem, está tudo bem, me sinto bem e saudável". Na verdade, estou curvada, gritando e sussurrando ao mesmo tempo, implorando p'ra que tudo exploda e minha mente e meu coração se tornem ruínas, lembranças de algo que já fui um dia, e que hoje em dia não passa apenas de lembranças vis e traidoras.
 Minha cabeça vai explodir. Já experimentou um tráfego de 1 bilhão de pensamentos viajando na velocidade da luz pela sua mente? Não, acho que não. Cansaço mental é a pior das pragas, das doenças... E só quem já sentiu, pode comprovar algo.
 Sou prisioneira da minha própria mente - uma armadilha. Estou escondida por sorrisos falsos e cascas descartáveis... Mas até quando? Até quando isso continuará? Meu Deus! Quem DIABOS sou eu e que merda estou fazendo aqui?

Digo e repito: Estou no meu limite... E quando a bomba explodir (ou melhor: EU explodir), não deseje estar por perto.

domingo, 2 de dezembro de 2012

sábado, 24 de novembro de 2012

Deve haver algo bom no intervalo entre viver e morrer.

 Hoje eu acordei meio assim... Velha. Me senti mais velha que o mundo todo, talvez... E isso me cansou demais. Mal consegui ficar de pé, quando levantei... E na hora que me vi no espelho, quase cai pra trás. Não era eu, naquele reflexo, não podia ser! De qualquer forma, me refiz e segui adiante. Fiz o que tinha de ser feito... 
 Olhei pro céu e ele refletia todo aquele cansaço, desânimo e velhice do mundo todo. Cansa ser uma coisa só. A mesmice assombra e a rotina faz a morte. Me senti como esse dia. Cinza, cansado, sozinho e velho... Muito velho. Não há nada que possa mudar o dia? Não há nada que possa mudar minha vida?
 Esses dias me lembrei de uma coisa... Eu disse ao meu amigo: "Não sei, sou estranha. Acho que tenho medo de ser feliz", e ele respondeu: "Você não tem medo de ser feliz, tem medo das decepções que já te afetaram. Tem medo de sofrer de novo, isso sim!". Ele me conhece mais do que eu. Isso é possível? Não sei. Mas a conversa toda me reconfortou, de algum modo.
 O vazio existencial... Ah, o vazio existencial que me consome e me faz infeliz, mesmo estando feliz. Eu, hein! Meus problemas internos estão me implodindo, e não sei o que fazer para anulá-los.
 De qualquer forma, estou tão cansada que mal posso manter meus olhos abertos, minha mente em estado "Saudável" e meus ouvidos atentos a tudo que chega, fica e vai embora. Estou cansada de viver, portanto estou fechando os olhos e os ouvidos por tempo indeterminado... Infelizmente acordar é uma mera imposição do destino. Mas, até quando?
 Enfim, o cansaço está presente, a coragem é ausente e vamos seguindo assim... Meio completos, incompletos, meio fartos de tudo, tristes, felizes, acompanhados e sozinhos. Deve haver algo bom no intervalo entre viver e morrer.

domingo, 18 de novembro de 2012

Cartas de Amor

Sou uma pedra que chora sozinha
Meu próprio suplício.
O veneno que galanteia a alma...
Todo ódio e amor.

Rasguei suas fotos da minha parede, 
Queimei as Cartas de Amor.
Porque tudo remete à dor,
E eu não quero mais amar você.

Até que não foi um final tão ruim...
E não há ninguém, unicamente culpado
Até que eu pule da cadeira,
E nada realmente faça sentido.

Você fingiu tão bem,
Que no final, mereceu uma salva de palmas...
Mas a salva de tiros que eu lhe direcionei
Foi apenas com o olhar.

Continue fingindo... É bom ser outro alguém,
Porque todos amam a "Naughty Girl"...
Uma alma tão vazia,
Que se esquece da sua, e suga da minha.

Já pertenço ao Jardim Selvagem,
Desde o momento dos comprimidos.
Vendi minha alma por tão pouco!
Mas não chore ainda, querida...
Não estamos perdidas.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Pensamentos De Um Passado Futuramente Assassinado.

Eu não culpo minha semana
Por minhas falhas diárias...
Eu não culpo ninguém por ser quem sou.
Os méritos e as dores são minhas.

Eu tinha medo de ser eu mesma, 
Até que me enxerguei no espelho.
E pude ver, do lado de fora...
A essência verdadeira do lado de dentro.

E se tudo o que sabemos não for tudo?
E se você não for quem me diz ser?
E se tudo que tocamos, acabar um dia?
E se amanhã, enfim, o sol não nascer?

A vida é perder amigos,
E todos vocês irão, algum dia...
Me deixe sozinha.
E então beberei meu suicido à luz do crepúsculo,
Para talvez encontrar respostas e algum sentido.

Chorei em frente ao espelho,
Chorei no deserto do Coração Partido...
Senti calor todas as noites e frio todas as manhãs...
Em meio a tantas pessoas, eu me senti Ninguém.

Amanhã planejarei a morte do Ontem...
Por que nada que eu digo faz sentido?
Por que o mundo anda correndo e se faz pequeno?
Por que tantos por quês?

Me diga como ser tão só, como sou
E jamais sofrer...
Me diga como deixo-me ser
O que sou...

Agora que fecho meus olhos,
Espero que amanhã não haja sol...
E que os dias sejam frios e tristes,
Como as gotas que caem do céu
E se cristalizam como lágrimas eternas no meu coração.

O Tempo.

O tempo é relativo,
E passa lentamente depressa...
Me perco entre retratos
E reflexos translúcidos no espelho.

Assisto o tempo passar,
E nada faço para detê-lo...
Todo desperdício de tempo tem um porquê,
E eu tenho você.

O tempo é efêmero, 
Como a felicidade também é...
O que sobra disso tudo é a feiura e o luto,
Por outrora melhor, bonita e vulgar.

Nenhum tempo apaga memórias
Por mais tempo que passe,
As memórias são mais fortes...
E o esforço pra esquecer é a vontade de reviver.

Todo bem que possuo,
É o tempo em si.
Passando, me tragando,
Me esquecendo e relembrando...
Não apenas memórias,
Não apenas histórias...
Mas reaquecendo a saudade
E me lembrando dos segundos
Que acabaram de passar
Há 10 anos atrás. 

sábado, 3 de novembro de 2012

uma bobagem impensada... Não perca seu tempo. Ou não.

 Em um tempo remoto, um Deus veio para a Terra, para ver como é ser humano (ou pelo menos achar por um determinado espaço de tempo que se era humano), mas assim que caiu dos céus, como um meteoro, não havia ninguém para apará-lo. Pobre! Era um bebê, e assim que caiu, morreu... E morrendo, voltou imediatamente... Então questionou a si mesmo e aos outros deuses:
- Não entendo! Por que isso aconteceu comigo? - Disse Ele.
E os outros lhe disseram:
- ué! Isso foi uma bobagem sua, não há razão para querer ser humano! Os humanos são individualistas, desrespeitosos... Eles não amam a ninguém, a não ser a eles mesmos e ao dinheiro... Eles são nojentos e sujos... Eles não prestam!
E então o Deus, se sentindo inferiorizado, se calou... Mas seus pensamentos não se calaram. E ele pensou: "Mas, se os humanos são assim, se eles são tão maus, se eles não prestam como os deuses disseram... Qual o propósito de vida deles? e qual é o REAL MOTIVO para eles serem assim... Porque só se é assim, quando se tem motivos... Será que eles pensam que estão sozinhos? Será que são tristes? São revoltados, sim! Eles são! Mas porquê? Devem achar que são sozinhos, que ninguém se importa... E é realmente verdade. Nenhum desses deuses se importa com qualquer coisa, a não ser com eles mesmos. E isso é uma pena! Mas então... Tudo o que os outros disseram, fora um autoretrato! Que perfeição, que piada!". E então ele elaborou um plano... Um genocídio contra os deuses, tão maldosos, imponentes e impiedosos... Mas ele era jovem, tolo e BURRO. Cometeu mais falhas do que se pode cometer, e foi tragado para o fundo do mar sagrado, de onde nunca mais pode sair. Sim, morreu... Morreu, de alguma forma, por amor, liberdade, justiça e respeito... Por não ser alienado.
 Nós não corremos este risco... Porque nos acomodamos e usamos nossa máscara sagrada diária. Nós lutamos por futilidades, nós somos os imperfeitos... Nós somos o ninguém que quer ser alguém. Viva a nossa morte diária, hoje e sempre!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Talvez

Olha na minha cara
E diga o que está errado,
Porque certamente eu não vejo nada.
Nada além de tudo o que me tornei.

Quando tudo mudou?
Só eu não enxerguei?
Como tudo saiu de controle!
E agora não temos mais nada...
Só um ao outro para culpar.

E as flores que te dei,
Agora estão no túmulo do esquecimento...
O carinho que eu preciso que venha de você,
Não se encontrará nunca mais.

Dois estranhos,
Apenas representando papéis...
Me sinto sozinha
Porque você nunca esteve aqui.

Eu gostaria de entender qual é meu mal,
O perigo que represento...
O que te causa tanto aborrecimento?
Nunca seremos felizes!

Talvez todos os outros estejam certos,
Eu queria fazer diferente...
Mas tudo o que eu encontro é um muro frio.
Talvez todos os outros estejam certos.

Paradoxalmente Eu.

 As vezes eu quero acreditar que o amor e os finais felizes existem... Mas as vezes eles parecem estar tão inalcançáveis, tão longe... Sinto que eles não me pertencem e jamais pertencerão. Me sinto indigna de tudo isso e, num sobressalto me deparo com um autoquestionamento sobre o quê me faz realmente feliz e o quê eu quero realmente. Mas não sei.
 Me sinto tão vazia, sozinha, fria e triste... Como se um turbilhão de cores escuras, cada um na sua matiz, me levasse a um passeio único e infindável, na tristeza cotidiana e sagrada. E então, em alguns momentos, acho melhor continuar imersa a dor que me suga e me aprisiona... Não que eu tenha medo de mudar, é que eu sei que não vou me adaptar. Isso já faz parte de quem sou. E aí eu fujo. Fujo de tudo, de todos... De mim mesma (sem saber que me sinto, pois sou eu... E onde eu vou, EU vou), mas é em vão. Tudo é em vão.
 Como correr, fugir e seguir em frente quando seus pés estão presos à lama e à sujeira de tantos anos perdidos, lamentando os feitos não feitos, mal feitos e não finalizados? Como seguir em frente quando há tanta coisa que te prende, tanta gente que não te deixa seguir? Como vencer uma luta em que você é seu maior e pior inimigo? Eu não sei. Eu não sei de nada... E já não me interessa saber, porque estou de mudança... Para qualquer lugar em que eu possa ser outra pessoa, interpretar outro papel, fingir estar completamente cheia de uma vitalidade inexistente... E conseguir.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Página Rota Do Diário De Uma Maluca.

 Estou em constante fuga - da realidade, dos problemas, das pessoas... De mim mesma -, mas nem sempre tudo é bem sucedido. É uma aventura viver assim, e é triste também.
 Mal vejo o brilho de outros tempos em meus próprios olhos, agora é só mais um dos itens perdidos em mim mesma, como a cor do sorriso, a alegria de acordar, a vontade de viver e etc. Isso que me tornei (consciente ou inconscientemente), me assombra, me persegue... Mas o melhor que posso tirar disso tudo, é que não estou completamente seca por dentro, minha alma ainda sangra e meus olhos estão secos. Isso deve ser o melhor de mim.
 EU fugiria de olhares, de atenção, de comentários e do centro das atenções, se não fosse meu outro eu (Vendetta, claro!), com sua megalomania, exibicionismo e as grandes facetas que apronta... Eu sou só o contraponto de tudo isso. Sou a lagarta no bolso da magnânima Vendetta, assim como os religiosos são os vermes no jardim de Deus. (risos).



 E lá se vão dois segredos:
 1. Não sou maluca. (ok, um pouco, talvez);
 2. Essas alternações de personalidade estão me matando.