Eu não culpo minha semana
Por minhas falhas diárias...
Eu não culpo ninguém por ser quem sou.
Os méritos e as dores são minhas.
Eu tinha medo de ser eu mesma,
Até que me enxerguei no espelho.
E pude ver, do lado de fora...
A essência verdadeira do lado de dentro.
E se tudo o que sabemos não for tudo?
E se você não for quem me diz ser?
E se tudo que tocamos, acabar um dia?
E se amanhã, enfim, o sol não nascer?
A vida é perder amigos,
E todos vocês irão, algum dia...
Me deixe sozinha.
E então beberei meu suicido à luz do crepúsculo,
Para talvez encontrar respostas e algum sentido.
Chorei em frente ao espelho,
Chorei no deserto do Coração Partido...
Senti calor todas as noites e frio todas as manhãs...
Em meio a tantas pessoas, eu me senti Ninguém.
Amanhã planejarei a morte do Ontem...
Por que nada que eu digo faz sentido?
Por que o mundo anda correndo e se faz pequeno?
Por que tantos por quês?
Me diga como ser tão só, como sou
E jamais sofrer...
Me diga como deixo-me ser
O que sou...
Agora que fecho meus olhos,
Espero que amanhã não haja sol...
E que os dias sejam frios e tristes,
Como as gotas que caem do céu
E se cristalizam como lágrimas eternas no meu coração.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
As vezes a sua opinião não importa. Já pensou nisso?