sábado, 24 de novembro de 2012

Deve haver algo bom no intervalo entre viver e morrer.

 Hoje eu acordei meio assim... Velha. Me senti mais velha que o mundo todo, talvez... E isso me cansou demais. Mal consegui ficar de pé, quando levantei... E na hora que me vi no espelho, quase cai pra trás. Não era eu, naquele reflexo, não podia ser! De qualquer forma, me refiz e segui adiante. Fiz o que tinha de ser feito... 
 Olhei pro céu e ele refletia todo aquele cansaço, desânimo e velhice do mundo todo. Cansa ser uma coisa só. A mesmice assombra e a rotina faz a morte. Me senti como esse dia. Cinza, cansado, sozinho e velho... Muito velho. Não há nada que possa mudar o dia? Não há nada que possa mudar minha vida?
 Esses dias me lembrei de uma coisa... Eu disse ao meu amigo: "Não sei, sou estranha. Acho que tenho medo de ser feliz", e ele respondeu: "Você não tem medo de ser feliz, tem medo das decepções que já te afetaram. Tem medo de sofrer de novo, isso sim!". Ele me conhece mais do que eu. Isso é possível? Não sei. Mas a conversa toda me reconfortou, de algum modo.
 O vazio existencial... Ah, o vazio existencial que me consome e me faz infeliz, mesmo estando feliz. Eu, hein! Meus problemas internos estão me implodindo, e não sei o que fazer para anulá-los.
 De qualquer forma, estou tão cansada que mal posso manter meus olhos abertos, minha mente em estado "Saudável" e meus ouvidos atentos a tudo que chega, fica e vai embora. Estou cansada de viver, portanto estou fechando os olhos e os ouvidos por tempo indeterminado... Infelizmente acordar é uma mera imposição do destino. Mas, até quando?
 Enfim, o cansaço está presente, a coragem é ausente e vamos seguindo assim... Meio completos, incompletos, meio fartos de tudo, tristes, felizes, acompanhados e sozinhos. Deve haver algo bom no intervalo entre viver e morrer.

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