Há um quarto debaixo da escada.
A porta sempre tenta, a qualquer custo, fechar-se e encerrar o quarto em trevas, no breu.
O que há no quarto não importa, a não ser pelo fato de que estou permanentemente presa à porta dele, sem sair e sem entrar totalmente, com a maldita porta sempre batendo em minhas costas e me deixando no escuro absoluto.
Trevas sempre, penumbra as vezes.
E um cansaço enorme de não poder sair.
Um medo irresoluto, indeciso de entrar quarto a dentro, mesmo sabendo (ou não) o que me espera.
Correr? Quiçá.
As pernas estão presas, como em sonhos em que não dá pra sair.
Mas também não dá pra acordar.
É preciso uma solução.
E estou em vias de um colapso.
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