terça-feira, 17 de setembro de 2019

Analogia.

 Há um quarto debaixo da escada. 
 A porta sempre tenta, a qualquer custo, fechar-se e encerrar o quarto em trevas, no breu. 
 O que há no quarto não importa, a não ser pelo fato de que estou permanentemente presa à porta dele, sem sair e sem entrar totalmente, com a maldita porta sempre batendo em minhas costas e me deixando no escuro absoluto.
 Trevas sempre, penumbra as vezes.
 E um cansaço enorme de não poder sair.
 Um medo irresoluto, indeciso de entrar quarto a dentro, mesmo sabendo (ou não) o que me espera.
 Correr? Quiçá.
 As pernas estão presas, como em sonhos em que não dá pra sair.
 Mas também não dá pra acordar.
 É preciso uma solução.
 E estou em vias de um colapso.

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