É engraçado pensar em palavras. Tantas vezes, tantas delas... E na maioria do tempo as usamos por não saber outra forma de comunicar ou de mostrar o que se sente ou pensa.
Palavras são efêmeras quando a gente sente. Quando o coração se enche e a gente PRECISA de algo pra demonstrar, a primeira reação são as palavras. E eu vou te contar uma coisa agora.
Há um tempo eu sentia que precisava te dizer uma coisa em especial... Mas o que poderia ser especial quando as palavras são tão sem sentido? Quando se passa horas conversando? Quais são as palavras que nunca são ditas? Não sei. Mas eu precisava dizer algo que achei que não seria capaz de dizer novamente... Principalmente com tanta facilidade ou intensidade.
Eu as segurei - as palavras -, eu as segurei firme por algum tempo... E muitas vezes eu as escrevi e as apaguei. E pensei nelas. E as sussurrei pro meu silêncio apreciar. E as disse alto pros meus ouvidos ouvirem e se deleitarem, e pra minha boca saborear o gosto, afinal, apesar de serem só palavras, elas são bonitas e raras... Principalmente quando são a verdade e nada mais do que a verdade.
Eu as segurei por esse tempo que me pareceu interminável por vários motivos: "é cedo demais", "é tarde demais", "tenho medo demais", "e se..."
Mas depois de um tempo o peso das palavras aparece, e elas ficam na espreita, esperando o momento certo para serem expostas, lindas, nuas... Mesmo num sussurro ou num grito a plenos pulmões. Há prazer. Há dor. Há medo. Mas não houve expectativa de uma réplica positiva. Parece estranho, né? Mas é mesmo! Tudo que envolve eu e ela é completamente estranho e diferente pra mim. E olha, é surpreendentemente BOM.
A sensação de peso das palavras aumenta. É quase impossível não soltá-las no meio de uma frase. E todos os dias antes de dormir eu sorrio e penso nessas palavras... O peso é insuportável! Como prosseguir? Algo precisa ser feito... E então eu as solto. É um alívio! Eu quase as cuspo na sua cara. Eu preciso te falar, preciso que você saiba da minha certeza. Não te peço nada em troca. Só preciso que você compreenda o que elas significam.
Joguei o peso em cima da mesa, o peso das palavras... Te atirei como se fosse uma praga. Digo até que cuspi na tua cara:
- Eu amo você.
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