sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Paradoxalmente Eu.

 As vezes eu quero acreditar que o amor e os finais felizes existem... Mas as vezes eles parecem estar tão inalcançáveis, tão longe... Sinto que eles não me pertencem e jamais pertencerão. Me sinto indigna de tudo isso e, num sobressalto me deparo com um autoquestionamento sobre o quê me faz realmente feliz e o quê eu quero realmente. Mas não sei.
 Me sinto tão vazia, sozinha, fria e triste... Como se um turbilhão de cores escuras, cada um na sua matiz, me levasse a um passeio único e infindável, na tristeza cotidiana e sagrada. E então, em alguns momentos, acho melhor continuar imersa a dor que me suga e me aprisiona... Não que eu tenha medo de mudar, é que eu sei que não vou me adaptar. Isso já faz parte de quem sou. E aí eu fujo. Fujo de tudo, de todos... De mim mesma (sem saber que me sinto, pois sou eu... E onde eu vou, EU vou), mas é em vão. Tudo é em vão.
 Como correr, fugir e seguir em frente quando seus pés estão presos à lama e à sujeira de tantos anos perdidos, lamentando os feitos não feitos, mal feitos e não finalizados? Como seguir em frente quando há tanta coisa que te prende, tanta gente que não te deixa seguir? Como vencer uma luta em que você é seu maior e pior inimigo? Eu não sei. Eu não sei de nada... E já não me interessa saber, porque estou de mudança... Para qualquer lugar em que eu possa ser outra pessoa, interpretar outro papel, fingir estar completamente cheia de uma vitalidade inexistente... E conseguir.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Página Rota Do Diário De Uma Maluca.

 Estou em constante fuga - da realidade, dos problemas, das pessoas... De mim mesma -, mas nem sempre tudo é bem sucedido. É uma aventura viver assim, e é triste também.
 Mal vejo o brilho de outros tempos em meus próprios olhos, agora é só mais um dos itens perdidos em mim mesma, como a cor do sorriso, a alegria de acordar, a vontade de viver e etc. Isso que me tornei (consciente ou inconscientemente), me assombra, me persegue... Mas o melhor que posso tirar disso tudo, é que não estou completamente seca por dentro, minha alma ainda sangra e meus olhos estão secos. Isso deve ser o melhor de mim.
 EU fugiria de olhares, de atenção, de comentários e do centro das atenções, se não fosse meu outro eu (Vendetta, claro!), com sua megalomania, exibicionismo e as grandes facetas que apronta... Eu sou só o contraponto de tudo isso. Sou a lagarta no bolso da magnânima Vendetta, assim como os religiosos são os vermes no jardim de Deus. (risos).



 E lá se vão dois segredos:
 1. Não sou maluca. (ok, um pouco, talvez);
 2. Essas alternações de personalidade estão me matando.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Desabafo de noites atrás.

É tudo fachada, 
É tudo mentira.
Não há sentido p'ra porra nenhuma!
E não há ninguém p'ra te acompanhar.

A luz mecânica te trai,
Enquanto braços negros vêm te abraçar...
Num sobressalto, você tenta fugir,
Mas está perdido para sempre.

Pensamentos são únicos...
Inlembráveis, irrelevantes.
Porque tudo se modifica,
Exilando impiedosamente qualquer coisa.

Todos os dias, meu eu pugna entre si mesmo...
Não sou a unica a morar em mim.
Existe uma infinidade de eus líricos, personalidades, personagens e alter egos.
- Todos eles necrófagos a minha morte diária. 

Estive falando de mim o tempo todo,
Porque me amo e me odeio.
Decerto odeio mais que qualquer outra coisa,
Pois sequer me entendo.

Sou egoísta, porque só penso em mim,
Sou lunática, megalomaníaca e excêntrica.
Contraponho tudo isso.
Se ninguém se importa... Por que eu o faria?

A etérea morte nos aguarda...
Com cores reminiscentes a um sonho inexistente.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Viva A Morte Diária.

Pétalas de flores mortas.
Pétalas,
E flores mortas...
Estou morta, mas não sou flor.

Me sinto mais vazia
Do que as pessoas vazias que me cruzam por aí.
Anseio por algo que não encontro, 
Anseio por algo que não existe.

Carrego subjetividade no olhar,
E niilismo no coração...
E ninguém pode me culpar
Por possuir um sofrimento nímio
De ser quem eu sou...
"Perfeita" por fora,
E consumida pelo vazio interno inexpressivo.

Mas, o que seria a perfeição?
Porque a gangrena interior se apoderou e apodreceu tudo,
O silêncio me engoliu
E sou incapaz de ser alguém!

Pensamentos suicidados por vontade própria,
Em folhas inertes por sobre a água...
Que os carrega p'ra longe,
Apagando lentamente vestígios e evidências.

Estou aprisionada aqui, por meu "Eu Maior",
E tal piada infame me causa náuseas.
No final, sei que estão todos juntos.
Todos contra mim.

Viva a nossa morte diária!
A minha não,
Porque sequer posso dizer
Que um dia estive viva.

A valsa macabra dos corpos inertes,
A valsa macabra do rostinho bonito...
Recomeçou de novo.

E lhe brindo a morte diária
Com a taça do mais puro sangue.
Sangue este, extraído na hora,
Sangue este, sendo meu.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Spilling Blood



Choro e ranger de dentes...
Muito ódio no coração!
Não sei se posso aguentar.
Eu não irei aguentar!

Eu cuspo na tua cara, 
E mando que vá se foder...
Eu não quero saber de ti,
Eu sequer, quero saber de mim!

Um sorriso, e chega disso.
Eu finjo estar bem.
Não há nada bem.
Nunca esteve.

Atitudes desesperadas 
Por pessoas desesperadas.
Mas já tomei minha decisão...
Que o derramamento de sangue comece!


(Porque a autoeutanásia está a caminho.) 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Algumas Percepções Proporcionadas Por Valium Num Curto Espaço de Tempo.

...É porque o fim renasce num começo... Onde transcende tudo o que conhecemos, e tudo o que nossas vãs expectativas fantasiaram por noites a fio se tornaram, enfim, uma festa num holocausto de pensamentos.
 Esse é problema em fantasiar para tornar as coisas mais fáceis... Nada será tão fácil ao ponto de ser fácil o bastante para ser obtida sem mérito. Isso é o que ELES dizem por aí.
 Decerto, nunca tive nada a perder e muito menos nada a dar... Apenas mais um verme por sobre a imundície e a carniça de meus próprios pensamentos, palavras e ações. Divagando tão bem, e desfilando no precipício com uma vontade vulgar de pular, me jogar, renascer... Ser feliz.
 Resolvi dar um tempo na minha vida, e vegetar. E o fiz por alguns instantes... Mas o tédio em que me encontro e proponho á mim mesma é ridículo.
 "Essa sua visão vazia do mundo é um reflexo de como você se sente por dentro." - Disse a mulher que é paga para ouvir meus lamentos chorosos (já escassos, por sinal). Tudo que me resta agora são as marcas dos malditos erros que insistem em me perseguir durante as madrugadas em que divago comigo mesma e Vendetta.
 Resolvi estar em mim, ficar em mim e me curtir... Porque já sou descartável, um qualquer usado e posto no lixo. Não sou, não fui e nem serei, qualquer dia desses, importante para a sobrevivência de qualquer espécie de sentimento, pessoa, animal ou ser inanimado. E isso será reconfortante... Um dia desses.
 Me sinto como se eu fosse Atlas, sabe? Isso! Atlas, que segura os céus, para que eles não venham abaixo... Eu sou como Atlas e as pessoas são como os céus. Minhas costas estão doendo... Minhas pernas estão cansadas. E eu não suportarei isso se eu não quiser.
 Sim, existe uma válvula de escape que não é somente a escrita em toda sua objetividade ou subjetividade, que no caso, será algumas pilulas de alegria dosada (sim, como o Soma!).

Sou uma personagem... 
E represento alguns papéis, 
Porém tudo é verdade.
Tudo o que está dentro da mente.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Infelicidades De Uma Felicidade Inexistente.

 Uma das piores partes de viver (se viver, em si já não seja ruim o suficiente), é você fingir ser, sentir, pensar algo que não existe... A felicidade, por exemplo. É tão difícil ser feliz hoje em dia, né? VOCÊ PRECISA DE DINHEIRO, P'RA SER FELIZ. VOCÊ PRECISA SER BACANA, VOCÊ PRECISA SER INFLUENCIÁVEL, PRECISA ACEITAR (OU FINGIR ACEITAR) COISAS INACEITÁVEIS, VOCÊ É PASSADO PRA TRÁS, VOCÊ É TRAÍDO PELAS PESSOAS QUE AMA, VOCÊ É TRATADO COMO LIXO, COMO NADA... E tem que aparentar uma felicidade intocável, invejável e adorável. 
 Eu realmente não entendo a humanidade! Tudo bem, vai... Ninguém tem nada a ver com a sua vida, você não deve satisfações pra ninguém, ninguém paga suas contas e blablablá... Mas PORRA, MEU! EU. NÃO. SEI. FINGIR. E também não faço muita questão! Eu sou eu, oras. E que a merda da humanidade toda me perdoe se eu só sei reclamar... Afinal, não tenho a vida ganha, né?! Eu não sou hipócrita, não aceito ser passada p'ra trás... E p'ra ser sincera, me magoo com futilidades e também magoo as pessoas ao meu redor... Eu sou fútil? Talvez. Sou tudo de ruim que as pessoas pensam e falam que eu sou, mas acima de tudo, EU SOU EU. Nunca fingi ser outro alguém, nunca precisei me esconder... Gostou? Que bom! Não gostou? Que pena, não posso fazer nada pra aliviar seu sofrimento. :) 
 O foco é: EU NÃO ME IMPORTO com o que pensam de mim, o que falam de mim... Não faço questão desse tipo de gente na minha vida. E NÃO VOU FINGIR ESTAR FELIZ QUANDO NÃO ESTOU! "Mas nossa, você nunca está bem! Que frescura!" Opaaa, a vida é de quem? MINHA! Então não se intrometa, aliás, quem perguntou se eu estava bem, foi VOCÊ. Você não sabe de mim, não sabe o que eu sinto... Logo, não fale MERDA!
 P'ra finalizar, gostaria de dar ênfase num trecho de uma letra de um dos meus poetas prediletos... 

"...QUERIA SER COMO OS OUTROS, E RIR DAS DESGRAÇAS DA VIDA, OU FINGIR ESTAR SEMPRE BEM, VER A LEVEZA DAS COISAS COM HUMOR..." 

Talvez eu queira, talvez não... Estou em constante mudança, e isso me irrita as vezes. Enfim, quando eu tiver algo de útil para compartilhar, eu volte. Ou não... Posso morrer engasgada, seria mais um dia qualquer.