sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Viva A Morte Diária.

Pétalas de flores mortas.
Pétalas,
E flores mortas...
Estou morta, mas não sou flor.

Me sinto mais vazia
Do que as pessoas vazias que me cruzam por aí.
Anseio por algo que não encontro, 
Anseio por algo que não existe.

Carrego subjetividade no olhar,
E niilismo no coração...
E ninguém pode me culpar
Por possuir um sofrimento nímio
De ser quem eu sou...
"Perfeita" por fora,
E consumida pelo vazio interno inexpressivo.

Mas, o que seria a perfeição?
Porque a gangrena interior se apoderou e apodreceu tudo,
O silêncio me engoliu
E sou incapaz de ser alguém!

Pensamentos suicidados por vontade própria,
Em folhas inertes por sobre a água...
Que os carrega p'ra longe,
Apagando lentamente vestígios e evidências.

Estou aprisionada aqui, por meu "Eu Maior",
E tal piada infame me causa náuseas.
No final, sei que estão todos juntos.
Todos contra mim.

Viva a nossa morte diária!
A minha não,
Porque sequer posso dizer
Que um dia estive viva.

A valsa macabra dos corpos inertes,
A valsa macabra do rostinho bonito...
Recomeçou de novo.

E lhe brindo a morte diária
Com a taça do mais puro sangue.
Sangue este, extraído na hora,
Sangue este, sendo meu.

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