terça-feira, 17 de setembro de 2019

Analogia.

 Há um quarto debaixo da escada. 
 A porta sempre tenta, a qualquer custo, fechar-se e encerrar o quarto em trevas, no breu. 
 O que há no quarto não importa, a não ser pelo fato de que estou permanentemente presa à porta dele, sem sair e sem entrar totalmente, com a maldita porta sempre batendo em minhas costas e me deixando no escuro absoluto.
 Trevas sempre, penumbra as vezes.
 E um cansaço enorme de não poder sair.
 Um medo irresoluto, indeciso de entrar quarto a dentro, mesmo sabendo (ou não) o que me espera.
 Correr? Quiçá.
 As pernas estão presas, como em sonhos em que não dá pra sair.
 Mas também não dá pra acordar.
 É preciso uma solução.
 E estou em vias de um colapso.

sábado, 7 de setembro de 2019

Fade to Black.

 Essa é a dor que sinto. A dor de existir, de viver, de não saber como viver... COMO se vive? Ninguém nunca me ensinou, nem me disse o que eu deveria fazer e agora eu me sinto perdida e com o tempo, que já era escasso, tiquetaqueando na minha mente a todo instante. Mas... Ninguém ensina ninguém a viver.
 Vou tentar voltar a escrever aqui porque me ajudava a abstrair bastante. E nesses tempos em que nada me tira essa agonia de tanta vida e nenhuma utilidade ou utilização, posso dizer oficialmente que essa é my last stand.

 E eu vou dançar no ar mesmo sem saber dançar.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Divagações sobre a frase mais (e menos) dita no mundo.

É engraçado pensar em palavras. Tantas vezes, tantas delas... E na maioria do tempo as usamos por não saber outra forma de comunicar ou de mostrar o que se sente ou pensa.
Palavras são efêmeras quando a gente sente. Quando o coração se enche e a gente PRECISA de algo pra demonstrar, a primeira reação são as palavras. E eu vou te contar uma coisa agora.

Há um tempo eu sentia que precisava te dizer uma coisa em especial... Mas o que poderia ser especial quando as palavras são tão sem sentido? Quando se passa horas conversando? Quais são as palavras que nunca são ditas? Não sei. Mas eu precisava dizer algo que achei que não seria capaz de dizer novamente... Principalmente com tanta facilidade ou intensidade. 

Eu as segurei - as palavras -, eu as segurei firme por algum tempo... E muitas vezes eu as escrevi e as apaguei. E pensei nelas. E as sussurrei pro meu silêncio apreciar. E as disse alto pros meus ouvidos  ouvirem e se deleitarem, e pra minha boca saborear o gosto, afinal, apesar de serem só palavras, elas são bonitas e raras... Principalmente quando são a verdade e nada mais do que a verdade.
Eu as segurei por esse tempo que me pareceu interminável por vários motivos: "é cedo demais", "é tarde demais", "tenho medo demais", "e se..."

Mas depois de um tempo o peso das palavras aparece, e elas ficam na espreita, esperando o momento certo para serem expostas, lindas, nuas... Mesmo num sussurro ou num grito a plenos pulmões. Há prazer. Há dor. Há medo. Mas não houve expectativa de uma réplica positiva. Parece estranho, né? Mas é mesmo! Tudo que envolve eu e ela é completamente estranho e diferente pra mim. E olha, é surpreendentemente BOM.

A sensação de peso das palavras aumenta. É quase impossível não soltá-las no meio de uma frase. E todos os dias antes de dormir eu sorrio e penso nessas palavras... O peso é insuportável! Como prosseguir? Algo precisa ser feito... E então eu as solto. É um alívio! Eu quase as cuspo na sua cara. Eu preciso te falar, preciso que você saiba da minha certeza. Não te peço nada em troca. Só preciso que você compreenda o que elas significam.

Joguei o peso em cima da mesa, o peso das palavras... Te atirei como se fosse uma praga. Digo até que cuspi na tua cara:


- Eu amo você.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Cacofonia De Memórias.

 Você pediu que eu me fosse e, embora eu não quisesse... Eu fui.

 Não consigo encontrar nas matizes e nuances das lembranças todos os meus erros. Eu penso, penso e penso e não consigo ver qual foi o erro grave em mim - ou em você -, que nos afastou assim.

 Todo mundo que me conhece sabe como sempre fui falha em achar palavras boas o suficiente para explicar o que tínhamos, o que tu significava (e significa? Ainda?) na minha vida. Todo mundo que me conhece um pouquinho conseguia ver nos meus olhos o quanto eu estava feliz... Só para depois prestigiar a queda vertiginosa que se fez na minha vida com a tua ausência.

 Ah, a tua ausência... Ela me causou o caos, como já diz a música. E ainda me causa, quando vejo que já não tenho para onde correr com todas essas lembranças. Tu levou tudo de mim, inconsciente ou conscientemente. Talvez você sinta muito, mas não mais do que eu.

 A gente sempre pensa que a última briguinha boba é só mais uma, e que tudo ficará bem depois de alguns minutos, talvez horas. Mas não é assim. Nunca é assim. 

 Você sabe que eu tentei conversar, te convencer de que sua decisão estava sendo precipitada, mas você não quis me ouvir... Talvez você nunca tenha me ouvido... Nunca tenha me ouvido dizer o quanto era importante para mim, o quanto eu te amava (e amo?), o quanto eu tinha certeza de que você era a pessoa certa (será?). A única. Mas não houve conversa, só um monólogo triste e desconexo entre lágrimas, soluços, risadas nervosas e gracejos. Bem, você me conhece.

 O que eu queria te dizer, o que eu preciso que você saiba é que quando me mandou embora, eu fui, mas um grande pedaço de mim ficou aí na tua cama, no lado que eu julgava ser MEU da TUA cama, da TUA vida, do TEU coração (enganos, talvez?). Meu coração ficou aí contigo, mesmo que você não o queira (como já vem demonstrando desde então). A única coisa que me sobrou aqui foram cacos de mim mesma, a cacofonia distorcida das memórias que carrego comigo e uma porção de outras coisas... Mas ainda tenho em mim teus sorrisos, tua risada e tua voz me perguntando p'ra onde é que estavam indo os aviões que cortavam o espaço aéreo da tua casa, para em seguida, cortar o da minha. Nem tudo são rosas, nem tudo é espinho.

 Espero mesmo que você não leia isso. E se ler, pare por aqui.

 Eu ainda te espero, eu ainda te amo, e estou dizendo isso aqui, porque não achei um outro lugar no qual eu pudesse expressar todo esse turbilhão de coisas, memórias e momentos que se passam pela minha cabeça com a velocidade da luz. Eu espero você voltar, eu estou sempre esperando, indubitável e incansavelmente a tua volta. Sempre que chega uma mensagem, eu espero que seja você. Sempre que alguém me liga, eu desejo que seja você... Algumas vezes meu eu diz para mim mesma que é em vão, que já passou, outras, no entanto, me diz para continuar esperando porque a hora vai chegar. Eu só não sei em qual das megeras acreditar. A única certeza da minha vida é que eu te amo, e que você é aquele tipo de pessoa que só aparece na nossa vida uma única vez.


 Eu sinto muito, mas você ainda é o meu primeiro e meu último pensamento do dia.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Nobody Cares No One.

 Chore, bata o pé, resmungue e derrube os céus... Mas você NUNCA será suficiente. 


Você pode ser a pessoa mais bondosa, carinhosa, caridosa, legal, incrível e especial do mundo... Mas nunca será o suficiente. Sabe porquê? Porque as pessoas te usam para seus próprios fins e depois te descartam, como uma embalagem vazia de supermercado. É comum, é normal... E se não aconteceu com você ainda, prepare-se, porque vai acontecer.


Bom, não tenho mais nada a dizer, apenas aprenda que tua felicidade depende apenas de ti, viva para si mesmo, se ame mais, sofra menos, sorria e VIVA plenamente teu tempo restante... Ninguém sabe o que sente o Sol, quando se põe.









PS: Dar conselhos é muito fácil, difícil mesmo é segui-los.
PS do PS: Sim, eu sou amarga e mal amada... Então me poupe.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

VISÃO GERAL: idas, voltas, nostalgia e tempo.

 Estou sempre indo e voltando deste lugar no qual me sinto confortável para falar das coisas que raramente falo para alguém... Voltei, mas não sei quanto tempo mais vou ficar. Pode ser um minuto, talvez dez... Talvez um ano. Eu não sei. E isso me fascina.

Eu aqui, ouvindo uma canção em especial, e me arrebata aquela nostalgia de começo de vida, por volta do começo do novo século... As coisas eram tão mais divertidas, mais fáceis... A vida era um deleite. Um doce deleite (ou de leite?). Eu realmente sinto falta de não ter que fazer nada que eu não quisesse... Uma pessoa me disse uma vez, que eu não era obrigada a fazer o que eu não quisesse, mas essa pessoa mentiu. Não só nesse aspecto, mas acredito que a porra toda seja uma grande mentira.

 Presa numa jaula, o tempo nunca retrocede... Só caminhando p'ra frente, rumo ao nada, ao desconhecido... rumo a sepultura. Eu realmente sinto falta de quando não precisava me preocupar com nada, ou pelo menos me preocupar MENOS do que me preocupo agora. E tenho a plena certeza de consciência que, daqui talvez uns cinco anos, eu tenha a mesma saudade dos tempos de hoje. O tempo nunca volta.

Por mais pessoas a sua volta, você sempre estará sozinho. Há sempre um segredo que você não conta a ninguém, uma ovelha desgarrada do rebanho... Um olho maior que outro. E, meu caro leitor, o tempo nunca volta.

Por esse e outros motivos tantos, eu desisto, peço perdão e despeço... E por fim, me despeço. Tente entender que não faço por mal, eu não sei qual foi o papel que assinei, mas assinei. Eu não sei onde ficaram as chaves, se eu realmente as trouxe... Eu só sei que insatisfação é meu nome pessoal, e até agora não sei o que me motiva a levantar da cama às 5h da manhã. Eu preciso que você saiba uma coisa, urgentemente. Eu preciso que você entenda.

O TEMPO NUNCA RETROCEDE.

domingo, 8 de junho de 2014

Acostume-se... Você nunca será suficiente.

 Por mais que você faça... Nunca, nunca, nunca será o suficiente. E isso me mata.

Depois de um tempo que pareceu e me custou um século, eu voltei... talvez para ficar, talvez para perecer diante dos olhos juvenis, mas experientes de vocês... Tanto faz (E já faz um tempo que tudo para mim tanto faz).

É engraçado como as pessoas colocam as coisas, né? Como se você fosse um supervilão... Daqueles mais perigosos, aqueles da camisa de força com eletrochoque. De alguma forma eles tem razão... Mas não em tudo.

Eu devo ter uma puta de umas costas largas, que já é para carregar o peso dos erros do mundo inteiro... ás vezes eu me sinto como Jesus. Sim, Jesus... o Messias... o cara da bíblia... aquele que salvou a humanidade e seus pecados e blá blá blá.

A culpa das coisas é sempre minha. Eu sou a causa, o motivo, a razão... Eu sou a deixa... Eu sou o inimigo. (e não é megalomania não... Nem egocentrismo... de forma alguma).

Mais uma vez eu sinto que vou explodir... E dessa vez existem agravantes dessa situação.


   Já faz algum tempo que eu não sei o que é felicidade plena.