Há um quarto debaixo da escada.
A porta sempre tenta, a qualquer custo, fechar-se e encerrar o quarto em trevas, no breu.
O que há no quarto não importa, a não ser pelo fato de que estou permanentemente presa à porta dele, sem sair e sem entrar totalmente, com a maldita porta sempre batendo em minhas costas e me deixando no escuro absoluto.
Trevas sempre, penumbra as vezes.
E um cansaço enorme de não poder sair.
Um medo irresoluto, indeciso de entrar quarto a dentro, mesmo sabendo (ou não) o que me espera.
Correr? Quiçá.
As pernas estão presas, como em sonhos em que não dá pra sair.
Mas também não dá pra acordar.
É preciso uma solução.
E estou em vias de um colapso.
Uma adulta que nunca amadureceu, com sua raiva, idiossincrasias e mediocridade. Jogo de palavras, jogo da vida.
terça-feira, 17 de setembro de 2019
sábado, 7 de setembro de 2019
Fade to Black.
Essa é a dor que sinto. A dor de existir, de viver, de não saber como viver... COMO se vive? Ninguém nunca me ensinou, nem me disse o que eu deveria fazer e agora eu me sinto perdida e com o tempo, que já era escasso, tiquetaqueando na minha mente a todo instante. Mas... Ninguém ensina ninguém a viver.
Vou tentar voltar a escrever aqui porque me ajudava a abstrair bastante. E nesses tempos em que nada me tira essa agonia de tanta vida e nenhuma utilidade ou utilização, posso dizer oficialmente que essa é my last stand.
E eu vou dançar no ar mesmo sem saber dançar.
Vou tentar voltar a escrever aqui porque me ajudava a abstrair bastante. E nesses tempos em que nada me tira essa agonia de tanta vida e nenhuma utilidade ou utilização, posso dizer oficialmente que essa é my last stand.
E eu vou dançar no ar mesmo sem saber dançar.
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