quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Vazio, Solidão E Cotidiano. Razões De Minhas Implosões.

 Aquela sensação de vazio, velha solidão... Preconcebida, talvez? Não sei. Só sei que reside em mim.. Em um lugar impossível de ser retirada, expulsa, posta para fora. E ah, quando inflama! Quando inflama é algo terrível. Resumindo: é um pandemônio interno, uma explosão de cores negras e lúgubres vistas a quilômetros de distancia. De qualquer forma, sou Bernard Marx demais pra tomar qualquer tipo de remédio... Qualquer mísera grama de soma. Eu bem que poderia preencher esse meu vazio tão complexo com drogas e mais drogas... Mas ainda não cheguei a esse ponto. Ás vezes é bom sermos nós mesmos, apesar de tudo e qualquer coisa.
 Essa tal solidão é algo engraçado... É como se, por exemplo, você estivesse em meio a uma multidão gritando, mas ninguém pudesse te ver ou ouvir... O engraçado é que NÃO HÁ NINGUÉM LÁ... NÃO HÁ NINGUÉM LÁ POR VOCÊ, NINGUÉM SE IMPORTA, TODOS SE FORAM... SE SEQUER TIVESSEM EXISTIDO ALGUM DIA.
 Vejo os jovens de hoje falando sobre isso mais do que nunca... Mas falar e fingir é tão fácil! É tão fácil se fazer de vítima da vida e aceitar viver em meio ao lixo... Difícil? Difícil mesmo é segurar o choro quando as pessoas te magoam... Difícil é chorar a madrugada toda, baixinho p'ra sequer Deus (ou sei lá quem) ouvir e, no dia seguinte levantar e viver, como se sua vida fosse perfeita e você estivesse satisfeito. Fingir. Fingir que a vida é boa, generosa. Continue fingindo... O Céu te espera, não é mesmo? Risos.
 Viver assim, desesperançosamente já é vida cotidiana. Uma coisa que eu odeio e não me acostumo. Jamais. Me sinto entorpecida pelos fatos, pela merda toda que acontece (ou não acontecem) no dias que se seguem... Mas continuo procurando acordar a pessoa que há muito, muito, muito tempo vivia em mim. Talvez, algum dia eu consiga. Até lá, a vida segue. Ou não.

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